segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Somos chamados a implementar a vitória de Deus no mundo


Surpreendido pelas Escrituras, pg. 125

O pedido de Tiago e João para que se sentassem em cada um dos lados de Jesus quando ele tomasse posse de seu poder real é uma questão política que recebe uma resposta política: os governantes terrenos subjugam seus súditos, mas não deve ser assim entre vocês. Pelo contrário, aqueles que são grandes devem ser servos e aqueles que são líderes devem ser escravos de todos, pois o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e entregar sua vida em resgate de muitos (cf. Marcos 10.35-45).

Essa evocação de Isaías 53 de uma maneira totalmente fiel ao contexto original fica no meio da análise política do império, baseado na violência, subvertendo-o e mostrando como as tradições de Israel, o povo por meio do qual Deus enfrentaria e resolveria o problema do mal do mundo, convergem para uma figura que dissipa e vence tudo o que a Babilônia, tudo o que Roma, pode fazer a ela.

Encontramos o mesmo ponto em Lucas 9.54, passagem em que, mais uma vez, Tiago e João querem agir à maneira do mundo, pedindo para descer fogo do céu sobe seus inimigos. A repreensão de Jesus a eles (9.55) está diretamente relacionada com as palavras “Pai, perdoa-lhes”, que ele proferiu ofegante na cruz.

Então, qual o resultado?

O chamado do evangelho é para que a igreja implemente a vitória de Deus no mundo.

A cruz não é apenas um exemplo a ser seguido; é uma conquista a ser desenvolvida e praticada.

No entanto, não deixa de ser um exemplo, já que é o padrão, o modelo do que Deus deseja fazer agora, por seu Espírito, no mundo, por meio de seu povo.

É o início do processo de redenção, no qual o sofrimento e o martírio são o meio paradoxal pelo que a vitória é conquistada.

O amor sofredor de Deus, vivenciado novamente pelo Espírito na vida de seu povo, é a resposta divina aos males do mundo.


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